Moradora percebeu dispositivo semelhante a uma câmera na janela do banheiro; caso foi encaminhado à Polícia Civil para investigação
Duas mulheres procuraram a Polícia Militar na noite de domingo (18), após suspeitarem que um vizinho estaria utilizando um dispositivo semelhante a uma câmera espiã para registrar imagens dentro de um apartamento, na região central de Campo Mourão.
Segundo o relato apresentado aos policiais, uma das moradoras estava tomando banho quando ouviu um barulho próximo à janela do banheiro. Ao verificar o que estava acontecendo, percebeu um equipamento semelhante a uma câmera do tipo sonda, apontado para o interior do cômodo.
A mulher contou que o dispositivo foi retirado rapidamente e que, ao olhar pela janela, conseguiu visualizar uma mão puxando o equipamento. Ela suspeita que a pessoa responsável seja um vizinho do apartamento ao lado.
Após contar o ocorrido a uma amiga, a segunda moradora foi até a lavanderia e abriu a janela. Nesse momento, encontrou o vizinho na lavanderia do imóvel dele, que fica próximo ao apartamento das denunciantes.
Conforme o boletim policial, o homem estava sem camisa e perguntou às mulheres se elas também haviam ouvido o barulho.
As moradoras relataram ainda que o vizinho costuma iniciar conversas com elas e com outras mulheres do edifício, demonstrando, segundo a interpretação das denunciantes, interesse amoroso. Elas afirmaram possuir mensagens que poderiam comprovar essas abordagens.
Vizinho apresentou outra versão
Ao ser abordado pela Polícia Militar, o homem negou a versão apresentada pelas moradoras. Ele afirmou que foi ao banheiro de seu apartamento depois que a filha relatou ter ouvido um barulho. Posteriormente, teria ido até a lavanderia para verificar o que estava acontecendo.
Diante das versões apresentadas, os envolvidos foram encaminhados à 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão para os procedimentos cabíveis.
As duas mulheres manifestaram interesse em representar criminalmente contra o suspeito.
A ocorrência foi registrada como suspeita de importunação sexual, mas ainda não há confirmação de que imagens tenham sido gravadas ou de que o dispositivo descrito tenha sido efetivamente utilizado.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias da denúncia e verificar a existência de elementos que comprovem a possível filmagem clandestina.




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