Casos de Aparecido Pereira, Manoela da Silva e Isabel Brilhador atravessam períodos diferentes, mas têm algo em comum: famílias que seguem em busca de respostas
O desaparecimento de Isabel Brilhador, de 65 anos, que completa 10 dias nesta segunda-feira (14), volta a chamar a atenção para outros casos envolvendo idosos que desapareceram em Campo Mourão e permaneceram sem uma resposta sobre o que aconteceu.
Além de Isabel, os casos de Aparecido Pereira e Manoela da Silva marcaram famílias e mobilizaram forças de segurança, equipes de buscas e a própria comunidade.
Aparecido desapareceu em 2019
O caso mais antigo é o de Aparecido Pereira. Ele tinha 74 anos quando desapareceu, em dezembro de 2019.
Aparecido havia saído de Nova Brasilândia do Oeste, em Rondônia, no dia 19 de dezembro daquele ano para visitar a mãe, que morava em Iretama, no Paraná.
Após dois dias de viagem, ele desembarcou na rodoviária de Campo Mourão. Imagens de câmeras registraram o idoso sentado em um dos bancos do terminal. Pela manhã, ele deveria pegar outro ônibus com destino a Iretama, mas não embarcou.
A partir daquele momento, não houve mais notícias concretas sobre seu paradeiro. O desaparecimento foi registrado oficialmente pela Polícia Civil em Campo Mourão.
Na época, familiares informaram que Aparecido não tinha Alzheimer ou outro problema de saúde que justificasse uma possível desorientação. Durante as buscas, surgiram informações sobre pessoas e até uma ossada encontrada, mas nenhuma delas confirmou o paradeiro do idoso.
Manoela desapareceu em janeiro deste ano
Mais de seis anos depois do desaparecimento de Aparecido, Campo Mourão voltou a acompanhar outro caso envolvendo uma pessoa idosa.
Manoela da Silva, de 78 anos, desapareceu no dia 19 de janeiro de 2026. Ela saiu de casa, no Jardim Alvorada, por volta das 17 horas, e não retornou.
Dona Manoela tem Alzheimer, condição que aumentou desde o início a preocupação com a possibilidade de desorientação.
As buscas mobilizaram familiares, moradores, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. Foram realizadas varreduras em diferentes pontos, incluindo áreas urbanas, rodovias e regiões de mata. Cães farejadores e drones com câmera térmica também foram utilizados.
Imagens de câmeras de segurança indicaram que Manoela poderia ter seguido em direção à PR-158 e a regiões rurais.
Meses depois, a família ainda relatava não possuir nenhuma informação concreta que pudesse esclarecer o paradeiro da idosa.
Isabel está desaparecida há 10 dias
Agora, um terceiro caso mobiliza Campo Mourão.
Isabel Brilhador, de 65 anos, está desaparecida desde 4 de setembro. A família começou a desconfiar de que algo estava errado depois de perceber mudanças na forma como ela se comunicava pelo celular.
Isabel costumava enviar áudios, fotos e informações sobre sua rotina, mas passou a encaminhar apenas mensagens curtas. Em 4 de setembro, uma das filhas tentou fazer uma chamada de vídeo, mas não conseguiu falar com a mãe.
O desaparecimento foi comunicado à polícia e uma investigação foi iniciada.
Desde então, a Polícia Civil realizou depoimentos, analisou imagens de câmeras de segurança e dados relacionados ao telefone celular da desaparecida. Buscas também foram feitas em áreas de mata de Campo Mourão, com apoio do Corpo de Bombeiros e cães especializados.
Um homem foi preso temporariamente durante a investigação. A defesa afirma que ele nega qualquer participação no desaparecimento. A prisão é cautelar e, até o momento, não representa conclusão sobre eventual responsabilidade pelo caso.
Nesta segunda-feira (14), completam-se 10 dias desde o desaparecimento de Isabel, e as investigações continuam.
Casos separados por anos, famílias unidas pela incerteza
Aparecido desapareceu em 2019. Manoela, em janeiro de 2026. Isabel, em setembro deste ano.
São histórias diferentes e, até o momento, não existe qualquer indicação pública de relação entre os três desaparecimentos.
O que aproxima os casos é a ausência de respostas e a angústia enfrentada pelas famílias.
No caso de Aparecido, já se passaram mais de seis anos. Manoela está desaparecida há quase oito meses. Isabel completa agora 10 dias sem ser localizada.
Mesmo com a passagem do tempo, qualquer informação pode ser importante. Pessoas que tenham dados que possam contribuir para a localização de desaparecidos devem procurar as forças de segurança. Informações também podem ser repassadas pelos telefones 181, da Polícia Civil, ou 190, da Polícia Militar.





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